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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, BELA VISTA, Mulher, de 26 a 35 anos
MSN - sweetiemaryland@hotmail.com

Nouvelle Vague é inspirado. Estonteante  Fascinante. Poético.Filosófico. Ideológico. Mágico. Adorável. Sutil. Descarado & também um pouco vigarista.

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14/12/2009

Probabilidades ou possibilidades

As pessoas da metrópole se esquivam: de olhares, de calçadas irregulares, de gente pedindo ajuda, de gente mendigando, de buraco, de gente carregada de sacolas, de bêbados.  Evita-se qualquer tipo de contato visual ou físico nas ruas e principalmente nos transportes públicos. Todos mantem sua privacidade e segurança como podem. Nas cidades grandes, quando você percebe que uma pessoa vai atravessar o corredor e seu corpicho está no caminho, você simplesmente desliza pra frente. Libera o caminho. E depois pensa: e se aquela pessoa perfeita que acabou de passar fosse minha alma gêmea e eu nem olhei direito? Nestes momentos você pode achar que a vida das ruas traz uma enorme probabilidade de você se sentir um completo idiota ou a possibilidade de quem sabe encontrar a felicidade nos olhos, sorrisos e braços de uma outra  perfeita pessoa.


Escrito por Landika às 20h51
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Faço longas cartas pra ninguém

Piratas do Tietê - Laerte 14/12/2009

"Há algo que jamais se esclareceu Onde foi exatamente que larguei Naquele dia mesmo O leão que sempre cavalguei Lá mesmo esqueci que o destino Sempre me quis só No deserto sem saudade, sem remorso só Sem amarras, barco embriagado ao mar" Inverno - Adriana Calcanhoto

Nas grandes cidades as pessoas das ruas são sempre anônimas. Dentro de seus apartamentos quase sempre são sós. Cumprem  suas rotinas para preencher o tempo, sobreviver e completar a vida. Nas ruas adoram conversar com vizinhos, observar os acidentes do asfalto e comentar sobre assuntos banais ou sobre o tempo. Nesta selva há sempre que se olhar para todos lados, por segurança ou para demonstrar que você é realmente alguém da metrópole. Em datas comemorativas os urbanóides saem as ruas para passear entre as luzes e bonecos natalinos assustadores. Parece que assim são mais felizes.


Escrito por Landika às 13h35
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04/12/2009

"A invisibilidade é um rito de refúgio no qual os cidadãos caídos ou despejados encotram abrigo. O simples fato de viver dentro de um casulo de tristeza ou de ficar à deriva após uma perda irreparável, um desastre emocional, uma dor ininterrupta ou solidão requer a proteção da invisibilidade. É uma maneira de sobreviver in vitro. Na cidade isso é fácil; os indivíduos que compoem a massa contínua de seres humanos passando diante de nós são invisíveis uns para os outros. O mundo ao redor nada mais é do que um cenário pintado ao fundo." Will Eisner

Achei que hoje poderia morrer com prazer. Depois daquele bolo de pão-de-mel com cobertura de chocolate meio-amargo e recheio de doce-de-leite acompanhado de um capuccino italiano com creme que parecia um castelo de merengue polvilhado de cacau em pó. Eu tinha que compartilhar isso aqui. Eu adoro as coisas simples nem tão simples assim que a Bela Vista me oferece. A vida aqui parece mais um deserto encharcado de cores cinza-bege-cru. E a sinfonia nas ruas...chegou o Natal. Todas as noites passeamos pelas luzes multicores. Converso com gente que não conheço. Acordo tarde. Tenho sonhos estranhos. Compro manga madura na esquina. E passeio por entre a solidão da gente daqui. Talvez a minha seja maior e um tanto invisível. É dialética.


Escrito por Landika às 23h05
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03/12/2009

Estranhos na Pós-Modernidade

Angeli - Chiclete com banana 03/12/2009

"Todas as sociedades produzem estranhos . Mas cada espécie de sociedade produz sua própria espécie de estranhos e os produz de sua própria maneira, inimitável. Se os estranhos são as pessoas que não se encaixam no mapa cognitivo, moral ou estético do mundo - num desses mapas, em dois ou em todos os três; se eles, portanto, por sua simples presença, deixam turvo o que deve ser transparente, confuso o que deve ser uma coerente receita para ação, e impedem a satisfação de se totalmente satisfatória;  se eles poluem a alegria com angústia, ao mesmo tempo que fazem atraente o fruto proibido; se , em outras palavras, eles obscurecem e tornam tênues as linhas de fronteira que devem ser claramanete vistas; se, tendo feito tudo isso, geram a incerteza, que por sua vez dá origem ao mal-estar de se sentir perdido - então cada sociedade produz esses estranhos. Ao mesmo tempo que traça suas fronteiras e desenha seus mapas cognitivos, estéticos e morais, ela não pode senão gerar pessoas que encobrem limites julgados fundamentais para a sua vida ordeira e significativa, sendo assim acusadas de causar a experiencia do mal-estar como a mais dolorosa e menos tolerável." Zygmunt Bauman em O mal-estar da pós-modernidade

O Baumam é um polonês viajadão, mas é impressionante como ele descreve essa coisa toda que sinto. Nem meu cachorro me entende.Diagnóstico : mal - estar!


Escrito por Landika às 18h28
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29/11/2009

A vida na cidade grande

Estou lendo "New York - A vida na grande cidade" de Will Eisner. Inspirado em suas histórias e nas coisas que acontecem diariamente é que escrevo este post. Diz Eisner: "Viver numa cidade grande pode ser comparado a existir numa selva. Tornamo-nos criaturas do ambiente. A reação aos ritmos e coreografias é visceral, e em pouco tempo a conduta de um morador fica tão singular quanto a de um habitante da selva. Vemos habilidades ancestrais de sobrevivência e mudanças sutis de personalidade afetarem o comportamento. (...) Conforme acumulam-se a astúcia das ruas e as habilidades de sobrevivência, afirma-se  triunfo do ambiente sobre todos nós. Os principais fatores ambientais que caracterizam a cidade são: TEMPO, RITMO E ESPAÇO. O tempo da cidade tem uma cadência especial. É afetado pela breve duração dos eventos. O cheiro é uma cacofonia de emissões de um sem-número de empreendimentos. O ritmo é um elemento da velocidade que dita como os habitante tem de negociar o movimento. E o espaço é a limitada área habitável deixada pelos obstáculos no labirinto de concreto." Will Eisner.

Como sempre faço todas as manhãs. Acordo tarde e tomo meu capuccino com torradas e cream cheese light. Me arrumo e saio para passear com meu cão. Faça chuva ou faço sol. Hoje fazia garoa fina. Num desses cruzamentos da Bela Vista que não tem semaforo eu atravessava uma rua. Já estava no meio da faixa de pedestres quando uma senhora de idade infeliz e mal-amada avançava com seu carro. Ela achou ruim que eu já estava com meu cão na faixa de segurança de pedestres. E não satisfeita gritou: bundona. Como a vida na selva me ensinou eu respondi: PUTAIN! vieille vache!

A vida na cidade grande é assim, constantemente temos que gritar palavras ordinárias para pessoas de má educação.


Escrito por Landika às 14h08
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23/11/2009

O último romântico

Nos últimos dias temos almoçado em grande estilo. Música pop francesa ao fundo. Taça de vinho. Quiche de alho-poró e salada. Meu cachorro senta-se na cadeira ao lado. Coloca a cabeça na mesa. O danado sabe que aquele é um momento único. Isso quando ele não começa colocando as patinhas e de repente seu corpo inteiro já esta sob a mesa, deitado. O que eu faço com um romântico destes?


Escrito por Landika às 18h55
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21/11/2009

que lindo te queda el pesimismo

Inspirada no filme acima decidi listar algumas coisas que me incomodam, ou melhor, que eu detesto. La vai:

Detesto gente medíocre e sem o minimo respeito, odeio quando me tratam mal.Detesto os mendigos por volta dos cinquenta anos que chamam a quem passa de tio/tia e pedem dinheiro. Detesto gente conservadora e mesquinha, burguesia idiota. Detesto gente preconceituosa, que acha que todo mundo tem que ser plastico, lindo e rico feito gente da novela da globo. Detesto gente que se acha o máximo, no geral, são pessoas superficiais e que não são nada interessante. Detesto gente que sempre se coloca pra baixo, baixo auto-estima é demais pra qualquer um. Detesto gente que se diz caseira , uma hora elas tem que ir pra rua. Detesto homens de regata, bermuda e havainas, bom é realmente detestavel. Detesto os motoristas que atravessam no sinal vermelho, sobretudo os motoristas que não respeitam os pedestres. Detesto motoboys, sempre acham que podem paquerar quem quiser na rua. Detesto homens que acham que podem paquerar quem eles querem na rua, se brincar dão em cima até da Gisele Bundchen, por puro machismo e achar que estão exercendo a masculinidade. Detesto as gurias que se vestem de roupa de ginástica e saem na rua assim, isso nao quer dizer que foram a ginástica significa que andam assim mesmo. Detesto tatuagem infantil, os lacinhos quem diria. Detesto gente que acha tudo o máximo. Detesto gente super otismista. Detesto as balconistas e atendentes do shopping que acham o máximo trabalhar num shopping. Detesto estelionarios que ficam ligando pros velhinhos querendo tirar dinheiro. Detesto meus alunos quando reclamam da nota. Detesto gente que só fala de dieta, comida saudável e vida saúdavel. Detesto os padroes de beleza da sociedade. Detesto as regras de convivencia. Detesto gente falsa. Detesto gente oportunista. Detesto gente que gosta de querer ser conhecida. Detesto o gosto musical da maioria das pessoas. Detesto os picaretas. Detesto os estressados, ok Pato Donald. Detesto brincos gigantes. Detesto piadas, mesmo as infames. Detesto meus exes...amigos, namorado, orientador, vizinhos etc Detesto açaí. Detesto dormir demais e detesto gente que dorme demais. Detesto quem não tem nada pra fazer. Detesto monossilabicos. Detesto gente cool. Detesto gente reclamona. Detesto calor de 30 graus em diante. Detesto as dores que sinto, quando as sinto. Detesto as calçadas não lineares e quebradas do meu bairro. Detesto que falem ou tomem atitudes por mim. Detesto todo o tipo de serviço domestico, compras, lavanderia , limpar casa. Detesto talher torto. Detesto gente que acha que sabe demais. Detesto gente que não assume seus erros e responsabilidades. Detesto gente autoritária. Detesto adolescentes. Detesto gente que não cheira bem. Destesto todos os safados, picaretas e patifes. Detesto os covardes. Detesto gente que agrada demais. Detesto gente meiga demais. Detesto gente esotérica demais. Detesto quem não gosta de animais. Detesto gente que gosta de se meter e dar conselhos pros outros. Detesto minha casa suja e cheia de pelos e poeira. Detesto quem não é gentil. Detesto metro, trem e onibus cheio, odeio transporte público. Detesto nunca ter dinheiro pra nada. Detesto os chatos. Detesto axe, pagode e sertanojo. Detesto os melosos e grudentos. Detesto quem joga sujeira nas ruas. Detesto gente grosseira. Detesto o amor por automoveis. Detesto o fetiche da mercadoria. Detesto quem fala mal pelas costas. Detesto gente barraqueira. Detesto quem diz que nunca entende nada. Detesto gente ignorante. Detesto quem não gosta de literatura. Detesto quem não gosta dos Smiths e do Joy Division. Detesto que me mandem fazer as coisas, eu nunca faço. Detesto gente intelectualoide..depois lembro de mais coisas que eu detesto, tenho certeza que há muito mais.

 

 


Escrito por Landika às 18h05
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19/11/2009

os olhos mentem o dia e noite a dor da gente

´

Lá estava eu diante daquele que considerava a perfeição do meu triste mundinho, sua gentileza, seu jeito simples, seus gestos charmosos sendo compartilhados com uma criatura de brincos enormes e roupa de ginástica. Eu não conseguia deixar de pensar que não havia pessoa mais ridicula  do que eu, com meu mundinho de palavras de livro, essa tristeza literária, clichês de filme e imagens poéticas sobre o amor... tudo besteira porque ninguem se interessa por isso. Passei ao lado dizendo que não passava sofrendo.


Escrito por Landika às 20h59
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16/11/2009

Ciúme

"Why do you let me stay here, all by myself? Why don't you come and play here? I'm just sitting on the shelfWhy don't you sit right down and stay a while? We like the same things and I like your styleIt's not a secret, why do you keep it?I'm just sitting on the shelf I gotta get you presents, let's make it known I think you're just so pleasant, I'd like you for my own Why don't you sit right down and make me smile? You make me feel like I am just a childWhy do you edit? Just give me credit I'm just sitting on the shelf" She and Him

 

CIÚME sm 1.Sentimento doloroso causado pela suspeita de infidelidade da pessoa amada; zelos.

2.Angústia provocada por sentimento exacerbado de posse. (Dicionário Aurélio)

 

 

Acho que não me encaixo em nenhuma das duas definições. Sinto angústia, mas por  decepção.

Sabe aquele lance do "cristal quebrado"? Pois é, rachou. E como eu sou decidida a não sofrer por amor desde que nasci.

Minha pontinha de ciúmes dura menos de 30 minutos. Sério, logo acaba todo o lance romantizado ou o que existia dele.

Por isso terminei um romance, meu primeiro romance ... mas isto, não vem ao caso. O fato é que ele ter feito a gentileza de

dividir um suco de uva com a balconista foi demais pra qualquer ideal romantico. Sim, ele continua o perfeito cavalheiro,

mas não comigo. Se nos conhecessemos talvez fosse mais fácil. Talvez eu seja mesmo menos interessante que a balconista

de short pra celulite  com meu laço no cabelo e minhas paixao por comédias romanticas. 

 

 

 


Escrito por Landika às 21h30
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12/11/2009

APAGAO

Noite surreal. Esta é a minha descrição da noite de ontem qu só foi terminar com eu e o cão na cama por volta das cinco da manhã.Tudo ia razoavelmente no seu fluxo de ser. Eu dando aula e me estressando com os alunos que copiaram páginas da net pro trabalho do bimestre. Eu realmente ficando alterada com o lance do plágio e a picaretagem toda afinal, a culpa deles copiarem era pura e absolutamente minha. Na cabeça desorientada destas criatura suburbanas eles estão sempre certos, são lindos, inteligentes e muito polidos. Nunca tinha entrado em contato com gente tão fina e educada. Passado o estresse fui pegar o caminho pra minha casa, e pra isso,  entro num trem horroroso, que excepcionalmente ontem, me deixou na mão. Demorou quase quarenta minutos para que eu entendesse que teria que buscar outra alternativa. Ainda bem que sou uma pessoa observadora e de certo modo precavida. Peguei um onibus intermunicipal lotado de gente até São Paulo. Depois tive que disputar com varias outras pessoas um taxi. Enfim, casa e muitas conversas com minha colega da filosofia. Depois subi e desci sete andares 2x. Mas terminei a noite me perguntado: vocês tem noção que eu estava no meio do nada??? na periferia da periferia do mundo? Bom, passado o susto tive que me presentear com uma passada no cinema. Vi Coco Antes de Channel, e altamente inspirador a causa feminista decidi que estava no momento de finalmente me dedicar a leitura de A dominação Masculina, livro do Pierre Bourdieu. Sim, eu chorei no filme. Detesto a opressão sobre as mulheres e tudo o que nos faz depender do Masculino.


Escrito por Landika às 00h07
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08/11/2009

Alguns dias com ela

Foto do filme 500 Days of Summer

 

Acabei de assistir ao "500 dias com ela" e nos dez minutos de filme percebi que estava num terreno muito familiar a todas as minhas referências culturais, meus clichês literários, filmícos e musicais.... enfim, enquanto eu chorava e achava tudo aquilo bonitinho, triste e parecido comigo, me veio a lembrança: Eu já li esta história em algum lugar... Sim, já tinha visto e sim é um dos livros de minha juventude romantica "Ensaios de Amor" do filosofo Alain de Botton. Já comentei sobre ele aqui no blog. Há uma referência a ele no filme também  quando o protagonista leva consigo para um a viagem o livro "Arquitetura da felicidade" com certeza o proximo livro que vou ler alem daqueles todos que tenho que dar uma olhada antes da prova do concurso publico que farei no final do ano. É um filme altamente recomendado apesar da semelhança com o livro do Botton. Achei que até mesmo um dos cartazes do filme remete a capa do livro do cara..aquelas nuvenzinhas azuis e fofinhas ao fundo não me engana!!! Gostei também da brincadeira com as estações do ano. Por fim, nenhuma novidade por aqui além da TPM e da falta de tempo que me fez ir na augusta comprar um tanto de filme pirata pra assistir em casa comendo besteira com meu cachorro


Escrito por Landika às 20h08
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26/10/2009

Animal Sentimental

 http://www.myspace.com/sheandhim

Os dias nem sempre são de sol. Nem sempre tem alegria. As vezes falta tudo. Sobra a auto-estima do Charlie. Arrasta esperança. Vestigios de dias cinzas. São tentativas de mudança. A gente nunca é o bastante. É sempre tudo dificil. "Change is hard, I should Know". Resta as tempestades no final da tarde. Uma pilha de livros no canto. Uma lista de filmes pra assistir. E essas canções perdidas na mente. Aquelas coisas sérias que não gosto pensar. E as possibilidades...


Escrito por Landika às 14h54
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15/10/2009

Relembrando o Seu Jorge


Escrito por Landika às 23h20
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03/10/2009

Limão e Gergelim

Gosto de cheiros. Odores. Perfumes. Café. Lavanda. Grama molhada. Chuva. Dama da Noite. Erva-doce. Chocolate. Canela. Patchouli. Alecrim. Maresia. Gosto de cheiros. Na pele. Nos pêlos. No cabelo. No pescoço. Lembram café da manha num dia de infância. Lembram de um beijo de bom dia. Um abraço de um homem apaixonado. O travesseiro de uma moça iludida. Minha casa e seu gosto de fruta cítrica. Limão e Tangerina. O cheiro do rosto da minha mãe. O perfume do meu pai. O conforto do meu edredon. O talco da minha avó. O gosto de doce de banana. O desejo por um ex-amor. O cheiro úmido da madrugada.


Escrito por Landika às 00h06
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13/09/2009

Muchacha en la ventana

Lambe-lambe da rua dr. penaforte mendes (bela vista)

 São tolices Que penso sobre você Você não pensa em mim Por que andamos na mesma rua Vivo sonhando Imaginando você Imagino pegadas E as vou seguindo É tolice, eu sei Você não sente os meus passos Mas eu imagino Um olá talvez Mas pra mim de nada vale Isso estragaria O meu faz-de-conta (Tolices - Ira!)

Este lambe-lambe surgiu da noite pro dia na rua atrás do shopping Frei Caneca. Snoopy ficou assustadissimo com a novidade e fomos lá conferir. Bom, o neguinho ficou morrendo de medo de ver o mar e gente tão grande colada na parede. Eu achei a brincadeira bem interessante. Afinal, não tem coisa mais instigante que poder entrar num quadro famosinho? Adorei, até porque não é sempre que se pode interagir tão intimamente com a irmã de algum pintor  como o Salvador Dali. Sempre acho que um pouco mais de poesia nesse meu trajeto diário pode significar muito. Afinal, a poesia prevalece!


Escrito por Landika às 21h03
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