Nouvelle Vague é um projeto inspirado no movimento cinematografico francês intitulado Nouvelle Vague, de conteúdo poético,filosófico e ideológico na construção de narrativas cotidianas .
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, BELA VISTA, Mulher, de 26 a 35 anos
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Atenção
Essa vida contém cenas explícitas de tédio
Nos intervalos da emoção
Atenção
Quem não gostar que conte outra,
encontre, corra atrás,
enfrente, tente, invente
sua própria versão
Aqui não tem
segunda sessão

Arnaldo Antunes


Minha gente, nasci ingenua

Estava eu lá lendo estas coisas sobre ser boazinha (refiro-me ao Ego Confession) . Eu sempre digo que sou boazinha daquelas de ir pro céu. E quando vejo pessoas daquelas que parecem ter sido criadas perto, pertinho de estábulos, penso que o problema é sempre daquela pessoa. Penso mesmo: coitado vai saber se trataram ele assim a vida toda, vai ver que a mãe não deu carinho suficiente, vai ver é mal-amado, vai ver que é um covarde porque desconta suas desgraças no mais fraco. Quem me conhece sabe bem de quem estou falando. E  minha única alegria neste mundo, é que esta pessoa só irá ter apenas um breve contato com a minha doçura, porque pretendo nunca mais passar perto da criatura. Destino: esta não merece nem a fogueira do subsolo. Extinção! A verdade é que eu nasci ingenua, fico com pena do cavalinho porque nunca devem te-lo tratado bem nesta vida. E eu acho mesmo que ele merece ficar na redoma de vaidades na qual se criou. Que faça bom proveito. Infelizmente não posso citar nomes, nem situações nem nada, mas bem que eu gostaria. E ainda fico maldosamente torcendo para que ele pegue justamente naquele dia,  um rota-vírus poderossímo de derrubar cavalo brabo. Pois é, por sugestão escrevi isso aí. Não deveria escrever nada disso porque ele é daquele tipo "falem mal de mim", me divulguem... Mas como nasci ingenua, só posso pensar que deve ser falta de trato mesmo. Mudando de assunto, a pergunta que não quer calar: porque a campanha de rua da Marta é toda lilás??? E a estrela ficou roxa???

Escrito por Landika às 18h06
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Notas sobre um dia quase fatídico

27/08/2008 - 18h38

Homem sobe em torre e obriga interrupção de energia em bairros de SP

Manchete da Folha Online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u438581.shtml

Não é novidade nenhuma que hoje eu não tenha dormido. Cochilei hora sim, hora não. Já estava desisitindo de tudo. O tempo parecia que não ia dar mesmo. Cheguei na faculdade para resolver algumas coisas. Não tinha luz no bairro inteiro. Ouvi no ônibus que um cara subiu na torre da Barra Funda querendo dar adeus a vida. Peguei muito transito na volta pra casa. Pensei que iria fazer a mesma coisa que esse cara se eu não conseguisse o prazo que eu queria.Mas ia ser só chantagem. Por que ia parecer que um semestre seria atraso de vida. E agora, pelo menos hoje vou conseguir dormir feliz da vida. Por que apesar de um dia do cão. Tudo deu certo no final. Por enquanto sim. Nem sei se isso merece ser descrito como felicidade. Talvez seja apenas uma luz no fim do túnel.



Escrito por Landika às 19h08
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Pinga e Café

 Eu sei, continuo ainda com esta musica na cabeça. Eu  me pergunto : "Oh, won't you come on over? " Meus sumiços são assim mesmo feito de dissertação pela madrugada adentro, o resto do dia eu durmo e apenas vivo. Dificilmente recuso um convite pra sair. Me lembro daquela musica dos gatos " nós gatos já nascemos pobres, porém já nascemos livres". Eu tento levar as coisas na leveza. O desespero as vezes aparece, mas isto muda alguma coisa?  Não muda. Então eu fico por aí em qualquer lugar tentando reinventar as coisas na minha cabeça. Com muito conqueteis de fruta, um atrás do outro. Calor de verão em São Paulo parece assim. E quando durmo bem, o dia parece mais lindo visto do concreto cinza e sólido. Nem tempo ruim acaba com este cenário. Preciso disso, como acabei de ver num filme: a pinga deixa a gente viajar, andar nas nuvens, anestesiar a mente mas o café é bom pra nos deixar alerta, de vígilia pra não deixar o dia virar noite...achei esta uma boa definição pro meu estilo de vida.




 



Escrito por Landika às 18h06
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Bolinho Ana Maria

Eu deveria começar este post assim: "Well, sometimes I go out by myself And I look across the water And I think of all the things of what you're doing In my head I paint a picture " Exatamente como a música da Amy Winehouse. Minha música preferida nas madrugadas nada silenciosas da Bela Vista. Eu e os bolinhos Ana Maria. Bem eu deveria merecer muito mais que um par de bolinhos. Penso que fico gastando a mulher dentro de mim com teorias, com palavras mal escritas e cafeína.




Escrito por Landika às 16h59
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Escritos do Cárcere

É bem triste dizer isto mas ultimamente quase nem saio de casa, quase não durmo e o "vivre sa vie" se resume a concluir textos academicos. Não posso negar que a tristeza disse é ter a vida resumida a livros, cafeína, computador e a ingestão de muita besteira calórica, balls de chocolate, mentos, bala de hortelã, frutas passas, chá verde, coca light e agua. Tem sido horrivel. Quando saio é pra fazer compras de mais besteiras no supermercado, deixar-pegar coisas na lavanderia, e cinema (esta é a parte que me agrada). Minha única companhia tem sido o telefone e as brigas das duas às quatro da manha dos moradores de rua do pseudo viaduto na esquina. E muita, muita música. Gostaria de estar fazendo outras coisas. A vida no cárcere me presenteia olheiras, quando na verdade queria flores e sorrisos.

Escrito por Landika às 18h56
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Quand je suis loin Je pense à toi

Y a quelque chose de la vie dans tes yeux qui rit, Y a cette petite flemme qui crie, qui brule et qui brille, Juste un regard pour comprendre

Que c’est dans tes yeux que je me sens le mieux, Just un sourire pour te dire que j’ai besoin de toi Reste et regarde moi. Y a quelque chose du bonheur dans ta voix qui vibre, La reponse de mon coeur ce qu’il se sent libre Libre d’être moi quand tu me serres dans tes bras,

Libre de vivre un amour qui m’apprend tous les jours. Quand je suis loin, je pense à toi à ta petite flemme à tes yeux et je me sens mieux. Quand je suis loin, je pense à toi à ta petite flemme à tes yeux et je me sens deux. Y a quelque chose d’universel dans notre histoire

Une petite est un seul pour bien plus qu’un soir, Puisque tu veux me donner ta main . Pour tout le temps qu’on sera bien Puisque tu veux partager mon chemin Moi je dis oui pour le tien. (Testo Ta P'tite Flamme)

Me inspirei ....

Já não sei mais quando é dia ou noite.Quando passeio pelas ruas dessa minha história.Digo ao sol de inverno que tornem eternas as flores de novembro.E aos cachorrinhos da Bela Vista com suas gravatas da cor do céu.Digo que estou com pressa.Pressa da vida da vida, então.Eu não durmo mais. Penso reconstruir tudo. Como uma criança.Há nesses bons dias um charme que brilha como se fosse a primeira vez.Amo como você ama, o sol de inverno e as pequenas tragédias de esquina em esquina.Abraço tudo ao mesmo tempo. Mesmo quando  a noite é feita de estrelas ou de cores púrpuras. Dores súbitas. Ou atmosfera asfixiante. E se delicadamente, uma pequena lembrança. Insignificante. Tornar tudo isto resto de  algo triste. Penso na sorte de ter um tipo como você. Das pequenas coisas da vida que fazem sorrir. Do sabor de frutas vermelhas. Só preciso olhar ao redor para compreender, e me sinto melhor. E me despeço das coisas ruins pro vento levar. Pra bem longe. Passado. E se dispersar num lalala-lalala. Pra só restar imagens de você. Num lugar só pra você. Na melhor parte de mim. No melhor instante de um silêncio noturno. Na segurança dos segredos que restam de nós dois. Na paixão do teu olhar que eu me sinto melhor.



Escrito por Landika às 18h56
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Presença-Ausência

"Talvez nos reste alguma árvore na colina, onde a possamos rever todos os dias..." (RILKE)

Eu li isso no livro do Kiarostami, o fato de que é preciso que uma imagem, como uma árvore na colina nos lembre da presença-de-ausência do mundo. O fato de a destacarmos traz um novo significado, de uma vida quase desértica, sem pessoas ao redor, ou da beleza que ninguém enxerga se não falarmos dela. Últimamente estava vivendo assim, que esta visão apenas se fazia parecer aos meus olhos, ou era eu mesma como uma árvore na colina no meio de um deserto que não leva a lugar nenhum. Eu sempre soube que as coisas na vida não eram lá pintadas com as cores únicas, aquelas que eu idealizava. Mas nesse momento, parece que é tudo cor-sépia, o negro que se mistura ao ocre ou um amarelo bem escuro. Uma árvore que suplica a cada momento um pouco de reflexão sobre sua forma e seu conteúdo. Eu devo estar com as árvores do Irã impregnadas no meu imaginário depois de ter observado minuciosamente as fotografias do Kiarostami. E parece que alguém falou em saudade.



Escrito por Landika às 10h32
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Um estrangeiro é aquele cujo o amor está em outro lugar

O amor pode nascer de uma simples metáfora, M. Kundera numa esquina de São Paulo

É dificil dizer como isso tudo aconteceu. Numa manha qualquer ao acordar eu pensava porque "a vida está sempre em outro lugar" e nunca é o aproveitar-se do presente. Eu tenho sempre esta vontade ansiosa de planejar e pensar no futuro. Pra mim passado é lugar de coisas bem resolvidas ou nem tanto, mas continua sendo uma imagem antiga que dificilmente voltará. E então eu pensava nisso, e no livro do Kundera que tem o mesmo nome e que na verdade é uma coisa do Rimbaud. E no sábado passado, naquele frio cortante mais uma vez fui surpreendida pela genialidade daquele diretor teatral . E fico com este sentimento de arrependimento por não ter dado um abraço nele naquela esquina do quintal sob o calor de 31 graus. O cenário, as frase, as cartas, o figurino, os atores..Tudo confluia para uma beleza quase rara de costrução de palavras e gestos desesperados. Dessespero de uma paixão por uma mulher que não existe, mas que nega este amor e...novamente exílios (como as imagens de Abbas Kiarostami). E diz, o Hirsch "Essa história é a realização de uma metáfora para nós. É fascinante reconhecer melancolias semelhantes de um lugar tão distante, há tanto tempo. Amor e exílio, nostalgia e memória frequentemente sãos os nossos temas. Pensei nesse espetáculo quando estava transbordando de um amor irreconhecível e de uma forte sensação de perda inevitável". E se diz na peça "toda a minha vida é uma carta de amor pra você" e no final Alya sempre se despede, com um "toda noite eu te beijo meu querido"...e em algum momento esbraveja que quando se fala em amor não se deveria falar sobre si mesmo, deveria falar sobre o outro, porque o amor não vive de Narcisos e sim da presença adorável e quase insuportável de um outro Ser.  Lembrei do Roland Barthes e mais uma vez do Milan Kundera eum pouco dessa tragédia de amar, e falar. Não sobre o amor. Mas da felicidade que está sempre em outro lugar. E novamente exílio...



Escrito por Landika às 17h48
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"É uma verdadeira luta para estar presente, sempre me senti pressionado pela urgência de comunicar meus sentimentos, para que ninguém se esqueça que existo... Acho que tudo isso tem a ver com um problema de inquietude, com o fato de ter de sobreviver de qualquer maneira  e reagir a um profundo sentimento de inadequação. Experimento continuamente a exigência  de fazer qualquer coisa de novo para ser mais bem aceito." Abbas Kiarostami

Como quase tudo na vida fiz por puro impulso, da mesma forma que escrevo aqui, assim comprei um livro com fotografias e umas coisas bem bonitas deste cineasta, o Abbas Kiarostami . Na verdade gosto muito dos livros desta editora de artes mas é sempre muito caro. Detalhes  a parte, acho que foi um impulso quase como "me dá um capuccino deste da promoção". Mas eu sei bem o que me levou a ele. A minha última obsessão,  uma das coisas que mais me intriga, a solidão. Na verdade, desde sempre me interesso por ela. Se for observar mais atenciosamente, quase todos os filmes que assisto, as peças de teatro que escolho, os cds que compro é quase tudo sobre isso. É uma inquietude como diria o Kiarostami e não uma obsessão. Esta ultima terminologia tem um peso bem negativo. Inquietude é algo mais filosófico.  A morte tem sido outro tema bem recorrente nesses pensamentos que alimentam a inquietude. Mas o impressionante foi mesmo minha reação ao assistir o filme do André Sturm, Bodas de Papel. As pessoas em  geral tecendo críticas bem pesadas ao filme e eu lá, meio gente não é um filme racional é emocional. É que nem criticar aquele diretor de teatro que eu gosto muito e dizer mas com um calor de 31 graus, um sol deste na paulista e voce todo de preto, de casaco pesado e tudo mais. Eu não diria isso, diria que ele é muito sensível, prefere sentir o calor do sol queimando sua barba ruiva e iluminando sua alma nostalgica que com certeza prefere outra estação do ano. Já que o outono não representa mais a estação onde as coisas se regeneram, se deixam amadurecer em tons amarelados e vermelhos porque não fazer lembrar.



Escrito por Landika às 11h41
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My straberry nights

Já há algum tempo que eu não observava a paulista assim de perto. Como se fosse a primeira vez. De madrugada ou no amanhecer. Parece mesmo um quintal. Fim de noite e inicio de madrugada parece que brotam emos destas calçadas de concreto. Dezenas deles com suas franjas, skates e sei lá o que no coração. No escuro e no frio as coisas parecem ter gosto de grandes eventos. Pela manha os trabalhadores de sempre. O café da manha completo servido pelas esquinas. Há algum tempo não ficava trinta horas ligada direto, ininterruptamente. O corpo nessa idade já não aguenta mais, mas o cérebro até que funciona bem. E ninguem percebeu na manha seguinte. Tem um ar de nostalgia e brincadeira nissa tudo. E toda vez que passo pela esquina do predio da Caixa dou um sorriso para o hidrante de agua anão. Parece que é sempre uma surpresa encontrá-lo por ali. Era pra me sentir extrañada mesmo. E madrugada adentro parece que as pessoas não querem mesmo suas casas. Querem qualquer coisa menos o deserto da solidão.

 

 My Straberry Nights



Escrito por Landika às 19h37
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Dias assim

Eu sei que tenho dias assim de não querer ter contato com ninguem por achar que me divirto muito bem sozinha. Eu simplesmente desapareço, até mesmo deste meu cantinho egocentrico. Fico que nem o piguino da foto, e olha que esta é uma cena que se assemelha muito bem com a realidade, brigadeiros em tardes que me deixo assistir comédias românticas bonitinhas e chorosas, e coloca chorosas nisso. Á noite, antes de dormir comédia anos  dos anos trinta, preto e branco como eu gosto. Durante o dia , rock and roll, desenho do pica pau (de verdade, eu acho que se parece com o meu Adolfo), tarefas de espanhol, francês, e resenhas (desafio, aquele livro é muito complexo, preciso de mais de uma semana). Dias como estes, de festivo, de chuva, de pouco sol, de friozinho bom me deixo assistir pelo menos dois filmes no cinema. E ultimamente tenho assistido uns programas femininos (vespertinos, não me interessam a culinaria nem o artesanato tá) e até que havia uns debates interessante, sobre que mulher moderna é esta que precisa lidar com toda aquela coisa profissional, a estética, a maternidade, o romance. Na verdade, as convidadas e a  apresentadora do programa falavam mais sobre a solteirice desta mulher moderna, de ter que lidar com a solidão por não encontrar pareceiros a altura. Sinceramente, pensei em acender aquela vela aromática de frutas vermelhas pro Santo. Bom , por vários motivos pra lá de filosóficos e políticos, e porque a solidão, de fato é uma questão que as pessoas ainda não entenderam muito bem nesses tempos tão modernos.



Escrito por Landika às 12h07
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One more cup coffee diria o Bob Dylan

Estou em mais uma semana daquelas imersa em cafeína, dificuldade para domir cedo e acordar mais cedo ainda. E um monte de coisas pra fazer feitas pela metade. E o que eu faço? Arrumo um tempinho para ir ao cinema no final do dia, depois de um almoço engolido numa rapidez extraordinária às seis da tarde. Desde sempre eu falo essas coisas por aqui. Muitas vezes até rezo para ter uma vida normal. Lamúrias e mais lamúrias que ganharam dimensão de um doce ruído quando inventei de escrever este blog há um tempo atrás, simplesmente pra fazer com que a solidão do processo de estudo pro mestrado não fosse tão árido. Ah, não eram confindências era companhia. Isso mesmo, há quatro anos atrás dia quatro de abril. Nem parece que eu tinha tantas lamúrias assim para escrever por aqui. Eu deveria quem sabe escrever textos e mais textos sobre sacanagem. Quem sabe faria fortuna escrevendo estas coisas. Mas como meu objetivo na vida é ter uma vida impregnada da cultura bon vivant, a única coisa que tenho a fazer é brindar ao aniversário do blog, diga-se de passagem com mais de uma semana de atraso. One more cup coffee!



Escrito por Landika às 18h56
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Mais um dia de pouca fúria

"They said:"there's too much caffeine In your blood stream And a lack of real spice In your life"
I said: "leave me alone because I'm alright, dad Just surprised to still be on my own...."
Ooh, but don't mention love I'd hate the strain of the pain again A rush and a push and the land that We stand on is ours" The Smiths

 Hoje acordei pensando o quanto pareço uma pessoa com duas personalidades muito opostas e que quase ninguém consegue percebe-las. Geralmente eu sou uma pessoa muito séria, cheia de princípios (marxista), concentrada, tímida, triste,metódica e chata. E geralmente quando estou entre amigos (e as vezes nem tanto assim) sou outra pessoa muito extrovertida, alegre, risonha, meio perua, supercool, descolada e muito meiga. E agora no final da tarde fico pensando no quanto perco parte de meu tempo (bem pouquinho dele) pra falar coisas banais sobre mim ao invés de escrever diários sobre idéias (revolucionárias) diga-se de passagem.

                      Cabeça de Muié???

 

 




Escrito por Landika às 19h52
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Dias de Chuva

Cena do filme do Godard, Le Petit Soldat

Sei lá porque. Mas em dias de chuvas persistentes como hoje fico pensando nesta cena do filme do Godard: de onde vim, pra onde vou... essas coisas meio sem forma, contornos. Nem sai de casa. Em dias assim a medicação pra resfriado parece falar mais alto. E o telefone o unico companheiro pra poder falar com alguem. Pedi um china in box quase as tres da tarde, almocei. Comecei a estudar, cochilei. E o tempo todo olho pela janela pra saber se posso colocar meus pezinhos na rua. E nessas fiquei sabendo que não temos mais um pinheirinho no jardim de casa. Foi a noticia mais absurda de hoje. Pela manhã, no alto de seus mais de tres metros de altura, ele simplesmente tombou.  Não feriu ninguém. Mas deixou uma lacuna em nossa casa. Uma parte de seu charme. E olha que ontem, indo para a faculdade percebi que havia um pinheiro atrás do Masp. Nunca nem tinha notado isso. Pensei até que ele fosse bem mais alto que o nosso. Ultimamente tenho sentido obsessao por copas de arvores. Nao sei de onde isso saiu.

 



Escrito por Landika às 17h46
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De volta ao Baixio

Parece que estou de volta a vida real. Meio corrida, meio parada. O pior de tudo é que é isso mesmo. A cada momento parece que ela me chama pra realidade. De que eu preciso me dedicar mais, trabalhar mais, estudar mais... Enfim, e o que eu vou fazer? Eu vou é tentar fazer minha caminhada diária. Pior de tudo é que nem consigo mais acordar cedo pra fazer isso. Antes eu madrugava pra ir fazer minha caminhada matutina com o Dolphitinho, trabalhava a tarde e dormia a noite. No Baixio durmo depois da meia-noite porque fico fazendo coisas que nao fiz durante o dia, aí já acordo tarde e as coisas que tenho que fazer vão se acumulando. Não sei que tipo de vida que é essa não. Em Corumbazinho eu até que tinha motivos bem bons pra se acordar cedo ... talvez seja um pouco de saudade da promessa de uma vida mais regrada. Esperança parece tudo nessa vida.



Escrito por Landika às 12h00
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